Olá pessoal,

Estamos iniciando mais um ano de preparação para a prova de economia o CACD. Iniciarei em breve o CURSO REGULAR DE ECONOMIA PARA O CACD 2017 PRESENCIAL e o CURSO ONLINE já está disponível. Como já sabemos, além de muito estudo, o candidato ao CACD precisa de estratégia e organização dos estudos, tendo em vista que o programa de economia, como o de todas a demais disciplinas, é muito abrangente. Por isso, são importantes as decisões do que estudar, como estudar e de onde estudar, que bibliografia utilizar nos estudos de economia. Esse primeiro post pretende discutir a primeira questão: o que deve ser estudado com mais intensidade e atenção, tendo em vista a maior frequência com que é cobrado de economia na prova de primeira fase? Para isso, elaborei tabelas e gráficos com estatísticas que identificam os temas mais solicitados nas questões de economia do TPS.

A melhor orientação é estudar o básico (com qualidade) do máximo de temas e não aprofundar o máximo de poucos temas. Um bom instrumento auxiliar de estudo é uma TABELA DE TEMAS que sirva de roteiro e Checklist para seus estudos.

Antes de passar às estatísticas, devo fazer uma advertência. Embora o objetivo seja chamar a atenção, e de alguma forma direcionar os estudos, para os conteúdos mais solicitados na prova, isso não significa que os temas menos demandados possam ser deixados de lado. Isso vale para o TPS, que tem sido mais previsível, e mais ainda para a terceira fase, que de tempos em tempos pode mudar completamente de orientação, conforme a mudança de membros da banca. A prova escrita de economia de 2016 é um excelente exemplo, uma vez que apresentou uma questão de microeconomia, que não era solicitada há seis anos na terceira fase, e uma questão exigindo estritamente o detalhamento da metodologia do manual de balanço de pagamentos 6 e sua comparação com o manual de balanço de pagamento 5. Por isso, sustento que a melhor estratégia de estudo para o CACD, especialmente para a Terceira Fase, é ser o mais abrangente possível, mantendo a qualidade e agilidade dos estudos por meio da boa escolha de bibliografia, fichamentos, resumos, slides de livros e notas de aula de professores e leitura/resolução de questões.

Essa preferência relativa por abrangência justifica-se também por outro fator. Na prova de economia, as questões não exigem muita profundidade (não se trata de economia a nível de mestrado nem de modelos sofisticados), mas requerem rigor teórico, um conhecimento básico, porém rigoroso e amplo dos conceitos, modelos e teorias de microeconomia, macroeconomia e economia internacional, além de economia brasileira. Então, se não se exige muita profundidade, a melhor orientação é estudar o básico (com qualidade) do máximo de temas e não aprofundar o máximo de poucos temas. Um bom instrumento auxiliar de estudo é uma TABELA DE TEMAS que sirva de roteiro e checklist para seus estudos.

Mais importante do que estudar muito é estudar BEM e estudar TUDO.

Feitas essas considerações segues abaixo os gráficos com os tópicos mais demandados. Macroeconomia (incluindo macroeconomia aberta) aparece como o primeiro da lista, o tópico mais frequente e menos volátil, entre 8 e 12 itens, em todas as últimas 7 provas, 39% dos itens em média (utilizei itens e não questões como unidade de medida, porque há questões que tratam de diferentes tópicos e subtópicos). Na sequência de importância, aparecem Economia Brasileira (com 25% dos itens) e Comércio Internacional, com 21% dos itens. Microeconomia tem sido o tópico menos solicitado (14% dos itens), inclusive não registrando nenhum item nos anos de 2011, 2015 e 2016. Mas isso não significa que deve ser deixada de lado, apenas facilita um balanceamento nos estudos, porque mais importante do que estudar muito é estudar BEM e estudar TUDO. No próximo post, apresento, de forma desagregada, os temas mais solicitados em cada uma dessas disciplinas.

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